Dia 10 de Novembro de 2022, ativistas da campanha ATERRA aliaram-se a ativistas da Scientist Rebellion Portugal, para uma ação no Aérodromo Municipal de Cascais, ação que foi de encontro à chamada internacional Make Them Pay, contra a injustiça climática que é os mais ricos da sociedade serem ao mesmo tempo os que mais poluem e os que menos sofrem as consequências.
A aviação é o meio de transporte usado por apenas 10% da população mundial, que mais rapidamente, eficazmente e injustamente, queima o planeta.
Mas o seu expoente máximo em nível absurdo, são os jatos privados. O brinquedo de eleição da elite mais rica. Enquanto esta elite se passeia nos seus jatos, quem menos contribui para o caos climático, sofre.

Com o mesmo intuito o tema esteve presente na Marcha Contra o Fracasso Climático no dia 12 de novembro. Esta marcha, aliada ao movimento fim ao fóssil ocupa teve um grande momento quando ativistas interromperam e impossibilitaram uma reunião privada do capitão fóssil António Costa e Silva, na Ordem Dos Contabilistas. Após este momento houve espaço para intervenções políticas de várias organizações, movimentos e campanhas, tendo sido discutida a injustiça catastrófica dos jatos privados

Finalmente, dia 19 de Novembro houve uma assembleia aberta para refletir sobre os próximos passos após a quinzena de ações Unir Contra o Fracasso Climático. Nesta assembleia foram apresentadas várias táticas usadas pelo movimento pelo decrescimento da aviação, com especial incidência em ações contra jatos privados. A aceitação do que foi exposto foi bem acolhido, e do desejo para a ação virá 2023.
